Amada morte
Que os homens teimam em nos separar
Visitas clandestina
Minha mente e meus pensamentos
Brigo em te obliterar
Uma, duas, três vezes e como louca
Sub-repticiamente
Seduzes-me e faz-me deitar contigo
Mão forte
Que fechas e me deixas sem respirar
À tua face me destina
Eternamente meus lamentos
Prossigo em te amar
Mesmo sabendo que da tua boca
Tranquilamente
Traz-me o fel de um amor bandido
Sorte misteriosa
Daqueles incontestes sábios
Partem quando convém
Por seus desejos, forças e vontades
Sem brilho…
Morte poderosa
Entrastes uma vez pelos meus lábios
Não te amei, porém,
O suficiente para que de mim te agrades
…sigo vivo…
… ainda.

Ainda não há respostas