Brasília – Viagem I

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  1. Joaquim da Silva Xavier em Feedback

Brasília era fria em sonho
Julho era inerte como morta
Amava-a eu ainda no bisonho
Estado adolescente à minha porta
Metais frios, ar frio, cheiro de pinho
Secura desértica para sangue no gosto
Dos lábios nunca beijados tal qual espinhos
E do vermelho daquele véu frio sobre o meu rosto

Brasília era diferente… à realidade
Mundo estranho, ninho vazio
De onde se fugia da cidade
Pra onde eu vinha ao frio
No Inverno que teria
Férias solitárias
Necessárias
Que veria

Mundo novo além do sensorial
Trabalho em seara… no centro
Sem nome, nem rosto ou tal
A ouvir espíritos de dentro
E pensar que eram meus
Pensamentos de Deus
Ao trovoar da prece
A tudo que merece

Sim, Brasília é fria
Em minhas viagens reais
Nas minhas transações austrais
Pelo que se faz dela quando eu lia
Que nunca se desviará do futuro predito
Das riquezas escondidas no planalto benquisto
Inconcebível riqueza de leite e mel do leito prometido
Jorrará às mãos que poderão ser sujas como nunca antes visto

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